O que nós achamos de Mad Max: Estrada da Fúria

Talvez você nunca tenha visto o primeiro filme que foi lançado em 1979 e sua referência de Mad Max se restrinja a  Mel Gibson ou Tina Turner num cenário desértico e carros hot rods com lança chamas e ferrugem na lataria. Mas te darei vários motivos para ir ao cinema ver Mad Max Estrada da Fúria, o novo filme de George Miller, que volta para seu universo pós apocalíptico depois de 29 anos. Mad Max talvez seja um filme blockbusters de ação ininterrupta mas, como muitos já disseram, redefine todos esses conceitos sobre filmes de ação.

O filme que traz uma ação clássica dos anos 80, mas que não se deixa envelhecer e nos faz sentir a nostalgia do road movies. Com um cenário devastado e uma incrível sequência de cenas com cores e fatos acontecendo na sua vista, assemelha-se a uma apresentação do Cirque du Soleil, pelos malabarismos e acrobacias fora do padrão para um filme de ação comum.

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No geral, toda a crítica sobre o filme se baseia na história simples. Porém  com uma situação que instiga a imergir no filme pelas cenas de ação com tantos carros incríveis, uma direção de fotografia primorosa e personagens que sabem dividir seu tempo na tela e mostrar um pouco de cada um.  Apenas uma ressalva para Charlize Theron, como Furiosa, que desbanca Max durante o filme todo e consegue ser a personagem principal da trama.

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A história não é um total reboot.  O filme está entre o primeiro e o segundo da trilogia (minhas suposições), mas não é nada confirmado. Max já está estabelecido como o personagem que vemos no segundo filme da franquia: um andarilho que ficou meio louco pelo trauma da perda de sua família. Porém  ele ainda tem seu interceptor (XB FALCON COUPE) o mesmo carro dos outros filmes. No segundo filme ele acaba perdendo seu carro depois de um acidente e está sem os pinos na sua perna depois do tiro que levou primeiro filme. Assim, parece ser uma espécie de remake, que aproveita muitas referências da trilogia e ,por esse motivo, não perde tempo com apresentação de personagem. George Miller, o diretor, já usou desse artifício no segundo filme Mad Max: The Road Warrior de 81.

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Mad Max: Estrada da Fúria NOTA: 9/10