Sobre trocar a Barbie pelo joystick

Essa semana a internet ferveu, o assunto da semana? Machismo! Uma discussão que foi levantada no twitter, mas que já tomou proporções BEM maiores. Eu não costumo escrever “textões” aqui no blog, mas me vi na obrigação de falar alguma coisa sobre.

Senta que lá vem a história

Era muito difícil pra mim falar sobre o preconceito ou a zoação contra garotas que jogam vídeo-games ou curtem e vestem a camisa da rotulada cultura nerd/geek. Vejam bem, dentro das paredes da casa onde cresci e moro até hoje o vídeo-game NUNCA foi taxado como “brinquedo de menino”, falando com a minha mãe sobre o assunto ela mesma já disse pra mim: “eu sempre vi os vídeo-games APENAS como brinquedos tecnológicos e eu sempre gostei de tecnologia”.

Minha mãe conta pra mim histórias de quando ela ia namorar com o meu pai no velho aeroporto da cidade, pois lá tinham vários arcades. Ao se casarem ela pediu ao meu pai de presente um vídeo-game e quando eu e meus irmãos já estávamos nascidos e com uns 5 a 7 anos de idade toda a nossa família se reunia para jogar junto! :)

Seria muito bom se em TODAS as casas fosse assim, infelizmente a nossa querida sociedade grita nos nossos ouvidos o contrário!

“Nooossa, você perdeu e para uma GAROTA!”

Quem já venceu o primo/irmão/amigo no vídeo-game e NUNCA escutou isso que atire a primeira pedra, claro, pois já que nascemos garotas o nosso lugar é na cozinha e é só nisso em que somos boas, não é mesmo?! ME POUPE.

Quando foi mesmo que inventaram que ser garota ou fazer as coisas como uma garota significava ser o mais fraco? Garotas/mulheres são concentradas, conseguem fazer várias coisas ao mesmo tempo, sonhar com o pé no chão, lutam em MMA, tornam-se presidentes e aceite ou não meu caro, podem SIM e dar uma surra em qualquer pvp!

O machismo e o mundo nerd/geek

Quem acompanhou a discussão viu que o Jovem nerd ao mesmo tempo que tentou desculpar-se com a personalidade Laura buu (por um podcast gravado há dois anos com conteúdo absurdamente machista), por mais que a intenção fosse boa (ou não, não sei!) fez com que um BOCADO de marmanjo voltasse a twittar xingamentos para a moça.

A Laura apenas trouxe a tona a realidade minha gente: quantas mulheres são chamadas pra gravar os famosos podcasts?, quantas mulheres recebem o reconhecimento por suas conquistas? Vou falar uma coisa pra vocês: o que não falta por aí é menina foda com conteúdo MUITO BOM não tendo muito destaque. Se eu ganhasse 1 centavo só por todas as vezes que um homem fosse no meu steam e dissesse que meu perfil é fake só porque eu ganhei uma partida ou joguei bem, meus amigos, eu estaria mais rica do que os personagens de GTA V depois do assalto ao banco!

#AntiMachismoNerd

Ainda há quem diga que machismo não existe, HAHAHA, não posso negar que melhorou um pouco mas ainda tem um caminho beeem grandão pra percorrer. O poder da mulheres é tanto que a hashtag criada #AntiMachismoNerd chegou aos trending topics world wild do twitter! :)

Gente, se deixar eu faço uma tese de mestrado sobre esse assunto, então não vou me prolongar mais pois acho que o recado foi dado. Eu tenho meio medo de escrever posts que possam gerar polêmica, mas enquanto um assunto não for encerrado nós não podemos e não devemos nos calar!

Até a próxima ;*